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Se perguntarem por mim, Diga que não estou... Fecha o tempo lá fora E deita aqui comigo...
Nossos medos já não são os mesmos De uns meses atrás, de uns dias a mais Nossa dor já não nos prende a esmo Como fez quando a consciência impôs
Deixa a noite chegar, deixa esfriar Que a falta do teu cheiro me sufoca Deixa teu coração falar Que teu silêncio me mata
Espera as palavras voarem Que és ainda minha chuva na janela Elas vencerão a tempestade Pois vêm com pressa
És ainda a chuva que molha meu quintal Que traz solidão e segurança, aconchego no paradoxo Apaga a luz, fecha o tempo lá fora e deita comigo Se perguntarem por mim, hoje eu não estou...
Escrito por Luiz O. às 16h55
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O mundo é nosso quintal
Sinto como se chovesse lá fora... Os pingos me turvam sua visão A solidão, fruto do pranto do céu Calando a vida por trás da janela
É como se você, só você, entedesse Sem nunca aceitar quem sou Só convive com meus defeitos Sobrevive ao meu rancor
Como posso arriscar versos Se me sugas da vida? Como procurar palavras exatas Se, com você, elas se confundem?
Ao ruído da chuva na janela Tento caçar rimas e sentidos Sofro pra atingir-lhes a alma Com fúteis desculpas e pedidos
Perdido, vago na escuridão Da plena falta do que dizer Lembro teu rosto e me calo Como se chovesse lá fora...
É por ti que, em ti, disparo Disfarço e desfaço meus versos, amor É em ti que, por ti, escarro O descaso de meus dias, minha dor
És meu outono, meu Estado Meu presente, meu futuro, meu passado És meu cavalo, meu castelo, minha escrava Meu reino, minha força, minha espada
Nessa tormenta de sentidos Não ouço, não vejo, não sinto, mas sofro Não falo, nem calo, não vivo, só morro Não quero, não espero, não choro, mas sonho
Vem! Leva de mim a calma, a alma Me salva, me cala Me beija, me aquece E esquece! Esquece a chuva lá fora...
Não preciso das nossas palavras Basta o silêncio do vazio atrás da janela Seja minha, só minha, e deixa... Que chovam nossas últimas gotas...lá fora...
Escrito por Luiz O. às 16h36
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Reflexões perdidas e livremente proferidas sobre uma chama eterna
Contemple a grandeza de sua criação: Megalomania onisciente humana!
Acendam velas, batam palmas. Acendam índios, batam em negros. Acendam mendigos, batam em homossexuais. Acendam igrejas, templos e seitas, batam o punho na mesa. Acendam flores, batam com a face no muro! Acendam velas e batam palmas. Comemorem a putrefação dos valores.
Uma vela acesa no luto cínico de quem busca um mundo no qual não sobreviveria. Quem vaga não é sobrevivente de uma situação em que se coloca. Sobrevivente é quem topa de frente com as sobras dadas por um cínico justo, mas sabe que não pode se conformar.
Fato é que a falha é de quem fala. E só fala...
Assopre a vela sem apagar sua hipocrisia, faça um pedido! Hipócrita podre pede paz... Guarde suas promessas para alguém que não ficaria enojado, não tenho tempo pra isso. Ser humano racional, que orgulho!
Acenda uma vela e queime sua constituição constituída do que consta no seu discurso para reeleição. Não finja não ser alienado no seu governo desgovernado. Não sou adestrado, estou longe de ser tão influenciável. Livre arbítrio é pra quem realmente pensa.
Me oponho a maré e também à oposição corrompida. Fico junto de quem estiver disposto a discutir e agir. Afinal, dizer que "não é disso que somos feitos" é facil! Difícil é aplicar à sua realidade fútil.
Abrir os olhos para o que não se quer enxergar também pode ser difícil, mas a dor pede o que a dor mede e adormece a mente de quem mente sua felicidade pra ter uma feliz idade mental.
Não temer a dor é saber enfrentá-la de frente, e não cair, ignorando as mãos que te oferecem apoio.
As velas não mais queimarão em luto se os menores atos forem tão pequenos quanto as intenções. Acendemos a chama que nos mantém aquecidos seguindo nossa ideologia. Ideologia não é fase nem questionamento adolescente.
Ignorante não é o mendigo que fala errado e pede dinheiro pra comer. É aquele que fecha o vidro ou aperta o passo se negando a aceitar Sua realidade mórbida.
Nos menores atos com grandes intenções vemos quem realmente é digno de aplausos. E não é aquele que finge ser quem queria ser e sim aquele que de fato é.
Anonimato é covardia, mas não quero confetes. Carnaval é hipocrisia, porém, incógnitos ambulantes não mudarão o mundo...
Pense, e dê um rumo à sua vida medíocre. Acendo minha vela: nem luto, nem desejos estúpidos. Viajo do mundo que quero esquecer e faço um projeto, tal qual um arquiteto que idealiza o lugar que quer viver.
Longe de alienação, apenas uma intenção e um objetivo.
Insano é quem se engana, achando-se são, embriagado pelo que é condicionado a se conformar.
Escrito por Luiz O. às 18h59
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Poesia é arte morta Morte é tara, a vida é torta A rima é rara, a rima é sorte
Será que eu falei o que eu não teria dito? Será que eu já não sou o que deveria ter sido?
Enquanto seus valores flutuam no vácuo Esqueço tuas dores no escuro do quarto Desfaço teus abraços em palavras fracas Despejo tuas mágoas em fuligem fresca
A estrutura que não me deste A falsa candura que não me desce A eterna fartura que não me cesse A falsa saudade que não me esquece
Eu sempre fui mais, muito mais que você Eu sempre fiz mais, muito mais que saber Eu sempre vi mais, muito mais que você Eu sempre quis mais, muito mais que poder
O que há na perfeição senão a ausência dela própria?
Escrito por Luiz O. às 15h21
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O que há na perfeição senão a ausência dela própria? Nas mais belas profecias que seduzem teu olhar Crianças livres a girar no gramado do quintal Escondem segredos que jamais ousarei tocar
Queda livre pelo espaço, sem rumo, sem direção Vento e nuvem passeiam alheios ao mundo hostil Um abraço tão vago, solitário, amargo, frio Nossa inocência não vê que só nos resta o chão
O sangue que corre nas veias não tolera Apenas rasga o peito quando abandona o amor Pesa a mente quando acende severos sentimentos Leva a paz e cultiva a insanidade e o torpor
Se a única incerteza da vida é a morte Devo fechar os olhos, tentar ser forte Pois sei que, até então, nada será eterno...Afinal O que há na perfeição senão a ausência dela própria?
Escrito por Luiz O. às 18h20
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Sob a densa neblina da capital paulista Uma mancha de retrospectos se instala Sobe a densa colina da central capitalista Sua manta de regressos, por si, fala
Esconde tanta dor em um sorriso discreto Mimetiza a insanidade em águas mornas Esconde o santo amor em um beijo sincero Maximiza a sordidez em línguas mortas
Pactum sceleris per se, a luxúria precipita Como chuva que molha o rosto, esparsa E um poeta que na janela apenas recita Versos de dor e doença, sua íntima farsa
Em silêncio, rasteja ao leito gelado Esconde o sorriso, sua máscara justa Revela a lágrima no escuro que assusta E adormece sereno, novamente calado
Escrito por Luiz O. às 22h20
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Apenas..."desconhecidos"(...)
Os olhos inchados e a voz fraca denunciam: hoje é só mais um dia como todos os outros...E você nem sabe...
Todo dia acordo querendo dormir, levanto querendo deitar, saio de casa querendo voltar, volto querendo me perder no caminho, choro querendo sorrir e durmo querendo não acordar mais.
Cada rua que atravesso sem olhar pros lados, torcendo pra tropeçar e ficar ali deitado, cada movimento da caneta traduzindo lágrimas ao papel, cada grito sufocado no travesseiro úmido, implorando por paz e equilíbrio é apenas rotina.
Os direitos legítimos pela metade, que me afastam do meu passado e destróem o valor dos sentimentos criados na ingenuidade da infância, a falta de confiança e proteção, o vazio literal tão "familiar".
Risível coincidência, a palavra "familiar" remete a coisas bem conhecidas, me justificando ao dizer que a família de fato não mora debaixo do mesmo teto que eu.
Não diga que me entende. Teu filho não é a criança que você conheceu. Não diga que me entende. Você não sabe nem da metade. Não implore por perdão.
Hoje é só mais um dia como todos os outros...E você nem sabe...
Escrito por Luiz O. às 17h04
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Uma luz se acende para em seguida se apagar Uma estrela estende sua mística mão para os afortunados que podem lhe alcançar Mas ninguém bateu à porta das luzes que se acenderam Ninguém atendeu ao chamado da estrela ignorada
Acabo de assistir sua morte Em menos de um instante se fez desaparecer Tantos que lhe admiraram desde seu nascimento (E agora?) Restam seus órfãos de abraços não retribuídos
Ah! Se o valor de cada um nessa vida fosse visto com esses olhos...
As luzes se acendem a cada movimento na calçada Como na espera de quem nunca chegará Como uma despedida que antecede um suicídio Deixo cada palavra marcada no papel Identidade do tempo que passa
Chama de brilho eterno, se fez enternecer Morte de um brilho raro, se fez esmorecer Lágrima de um pranto casto, se fez encantar Brilho de estrela que reina, se fez renascer
E são lágrimas agarradas à pupila Que já desaprenderam a rolar pelas curvas do rosto Que já me impedem de me livrar do que me sufoca Que já levam minha paz tão longe...
Escrito por Luiz O. às 20h24
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"Uma flor nasceu na rua! Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego. Uma flor ainda desbotada ilude a polícia, rompe o asfalto. Façam completo silêncio, paralisem os negócios, garanto que uma flor nasceu.
Sua cor não se percebe. Suas pétalas não se abrem. Seu nome não está nos livros. É feia. Mas é realmente uma flor. Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde E lentamente passo a mão nessa forma insegura. Do lado das montanhas, nuvens macias avolumam-se. Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico. É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio."
É um homem são, na medida que a realidade permite Mas escorre por sua face: suor, lágrimas e saudade
Por puro tédio, escreve cada sufoco que o peito, arisco, tranca na garganta Já se esqueceu de como é chorar, mesmo que as lágrimas lhe fujam dos olhos
Seu coração é estrela que brilha, pois está sempre em chamas Seu coração é pedra preciosa mal lapidada: cortada grosseiramente ao meio, por ódio... E por isso expõe seu valor com tamanha clareza que ofusca o olhar
Seu ourives, incumbido de fazer-lhe brilhar sem reconhecer fronteiras Tornou-se carrasco na mais perfeita das traições: perfeição de sua profissão
Mas diamantes brutos são belos, mesmo que encravados na rocha do tempo Cobiça maldita e recorrente, levam de ti suas lascas para brilhar no horizonte Fora do alcançe, no ponto infinito do sonho fadado a morrer
(Sim, a série nostálgica continua...)
Escrito por Luiz O. às 21h59
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"Oh CAPTAIN! my Captain! our fearful trip is done; The ship has weather’d every rack, the prize we sought is won; The port is near, the bells I hear, the people all exulting, While follow eyes the steady keel, the vessel grim and daring: But O heart! heart! heart! O the bleeding drops of red, Where on the deck my Captain lies, Fallen cold and dead." (Walt Whitman)
Todo tempo é regresso é regressivo é remorso descabido Todo tempo é o tempo que falta é o que falta entre o barco e o cais é menos a cada mais Todo tempo é estrangeiro é imigrante é da esperança o escoteiro Todo tempo é o tempo todo é um constante inegável é embalagem retornável
Todo tempo marca o que se vai e não volta nunca mais...
Todo tempo é nostálgico Todo tempo é saudade Todo tempo é eternidade Todo tempo...é liberdade...
(Estou me permitindo cultivar a nostalgia de um tempo em que éramos felizes sem saber...)
Escrito por Luiz O. às 03h48
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Escravos do Sol flertam com a Lua
O apito atordoante do guarda noturno Traz a paz com seu passo soturno Bebês com seu choro rançoso E no pão, a manteiga chorosa A sinfonia das ruas paradas Engarrafamentos em mesas de bar
Pisar a lama com os pés calçados Beijar a boca das nossas lástimas Em meio a montanhas burocráticas
Será que nos esquecemos de como chorar Ao abraçar causas alheias aos nossos brados Procurando alguém pra nos consolar?
Esqueca da traição de nossas certezas Dos dias uteis tão inuteis, marcados pela ausência Não estou sozinho, ainda cremos no pra sempre Essas palavras simples vão harmonizar nossa essência
Veio de repente e de repente já passou Como um sorriso sendo invadido pela dor Por que soltar sua mão? O sol já vai se pôr! como posso decidir perder o rumo de quem sou?
O tempo de uma vida que já sei que não vivi Como a noite enfrenta o mar, enxergo a luz na escuridão Trouxe a certeza de errar por ilusão Mas antes da alvorada a poesia chega ao fim
Será que nos esquecemos de como chorar Ao abraçar causas alheias aos nossos brados Procurando alguém pra nos consolar?
Escrito por Luiz O. às 18h10
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Summertime
Flores suicidas pelo amor que têm ao sol Padecem lentamente enquanto o povo sai às ruas Lançando fitas, cantando a vida, tão seguras Pelo vento caem e são levadas pelas chuvas
Tanto jejum e silêncio engasgado Tanto a dizer e quase sempre calado Nós dois somos um no infinito ao lado E, mesmo assim, está tudo tão separado
Sempre queremos só a melhor parte Mulheres em Vênus, homens de Marte Fenecendo as cores da estação passada Regando a terra seca após a geada
Poetas sem destino rasgam versos Na noite que se vai sem avisos Sinais do tempo que já escapou
Na melancolia mãe tão imersos Os sentimentos e dizeres imprecisos Tanto, sempre tanto, e já esquecido
Escrito por Luiz O. às 14h12
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A vida é pleonástica...Nos faz subir até o alto de um sofrimento que nunca aprenderemos a suportar, descer até o fundo de sensações inesquecíveis e voláteis como o álcool, que se torna nossa rota de fuga legítima... É um infinito repetitivo, é como o mar que vomita ondas que voltam a ser mar para serem vomitadas como ondas que, afinal, nunca deixaram de ser mar e assim por diante...
Em meus sonhos tenho vivido bons momentos que imagino ser realidade, me confundindo a cada segundo que passa despercebido pelo coração. Cada segundo faz dessa jornada algo mais longo do que eu esperava, me dando a garantia de que ainda há muito a percorrer. Essa sensação de eternidade imóvel, como se para sempre o tempo estivesse parado, impedindo que os segundos passem, se tornando eternos, paradoxais e, ao mesmo tempo, passem mais rápido que a percepção humana.
É o tempo que nunca passa e o sonho que nunca se realiza, a altura inalcançável que um desejo atinge e a profundidade que a saudade se atrela à memória, a eternidade de um segundo e a velocidade de uma vida...
Escrito por Luiz O. às 17h34
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De onde vem esse medo sem tamanho de dizer a palavra errada, o gesto errado, o estopim do naufrágio? Por quê há de ser tão redundante esse medo de ser?
Apenas deixar que o vento desvie pelas folhas das arvores, deixar que as ondas virem espuma, deixar que as areias formem dunas e que o sol se ponha. É o primeiro andar da última centelha de vontade de estar em paz com os arredores.
Jurar ser a última é etéreo, chama crepitante de dores e lágrimas, De sonhos e sorrisos, sem a concretização de reciprocidade. Juras de amor eterno, karma incessante de cores e lástimas, De sorrisos tão sofridos, sem a conscientização da responsabilidade. Juras de amor etéreo, chama incessante de dores e lástimas, De sonhos tão sofridos, sem a conscientização de reciprocidade. Juras etéreas de eternidade, chama crepitante do karma incessante de lágrimas coloridas de dores e lástimas. De sonhar com sorrisos sofridos, sem a concretização da consciência da responsabilidade da reciprocidade.
Escrito por Luiz O. às 13h33
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E pelas vielas o vento marca o tempo que passou...
Sem notar, o tempo passou, o mundo mudou e o que era eterno acabou... O que era inconcebível aconteceu, tudo que era infinito se perdeu Sem notar, o incerto se concretizou, o inigualável falhou E ninguém percebeu...
Os olhos estavam fechados, fixos, cegos Enquanto, lá fora, um eclipse cobria o céu com a escuridão A prepotência indistinta, imutável dos egos Enquanto, lá fora, outro corpo em desespero erguia a mão
O vento, supostamente só pelas vielas, levanta folhas caídas do outono passado O vulto negro que caminha com a mão nos bolsos leva consigo as memórias Seu rosto frio parece abrir cortes profundos, expondo seu interior gelado Em seu assovio, canções antigas, símbolo de velhas histórias
Debaixo de seu casaco frio, cartas que nunca entregara Palavras sinceras nunca ditas, confessando verdades de tudo que nunca falou No peito, levou por aquela viela, um coração ferido, uma escara E, sem notar, o tempo passou, o mundo mudou e o que era eterno acabou...
Naquela viela, seus passos ecoaram pelo infinito que lhe abandonou E ninguém percebeu...
Escrito por Luiz O. às 23h11
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