O dia errado
...Bm7/G...Bm7/A...Bm7...
C7+ Remete à noite estrelada Não percebo a madrugada Bm7(omit3) Sob o sol da manhã do dia errado (Amanhecerá um dia errado...)
C7+ Tão perfeito é só estar Nos teus lábios, velejar Bm7(omit3) Em teu ser, te desejar, gritar mais alto!
G G7+ Eu quero ouvir a tua voz C7+ Bm7(13) Eu quero ver você deixar de lado G G7+ Tudo aquilo que não fiz C7+ Bm7 Sou tão errado perto de você
Enquanto chove na calçada Eu fico esperando sua chegada Sob o sol da manhã do dia errado (Amanhã será um dia errado...)
Deixe que chova só lá fora A saudade quer aqui e agora Não há mais razão pra chorar
Eu quero ouvir você sonhar Eu quero ver você deixar de lado Tudo aquilo que não fiz Sou tão errado longe de você
C7+ Bm7(omit3)...D4/G...Bm7(13)...Bm7 - - (Eu já estava ao teu lado antes mesmo de você sentir...)
Escrito por Luiz O. às 03h34
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Depois do terremoto, o tsunami e, por fim, a paz...
Não quero teus olhos Pois, de ti, já não dizem nada Não quero teu sorriso Pois minha poesia já é bem acabada
Não quero teu toque Pois, ensandecido pela vida, confio apenas em mim Não quero teu zelo Pois o calor dos dias já me fez assim
Não quero nada, pois, de ti, sou sempre A luz que lhe retrata quando me vejo ausente Não quero confessar meus erros Quando os dias enrijecem seu silêncio
Não quero tua voz Pois já não há o que dizer Não quero tua atenção Pois já sabes o que sinto por você
Não quero teu nojo Pois quem sou só a mim interessa Não quero teu amor Pois não há passividade na pressa
Quero que deixes de ser, que deixes de ver Quero que deixes de sentir, que deixes de rir Quero que deixes de amar, mas que sofras ao me ver partir
Não quero tudo que quiseres E, acima de tudo, quero o que não queres Pra que assim seja completo
E que toda noite revele Um novo dia que revelará Uma nova vida que relevará O quanto de mim há em você
E que o quanto somos um Nos diga tanto quanto o silêncio faz pensar Que "nada" seja, a partir de agora, A força que nos une e, quando voltares, diga Que "apesar de tudo, amo você"
Pois, "apesar de tudo", há muito o que pesar e há muito o que lamentar Mas, na calada da noite, num disparo Nos abraçaremos num cântico raro E, na unidade da irrelevância, num curioso despertar Apesar de tudo, vou sempre te amar...
Escrito por Luiz O. às 00h27
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Mentiras sinceras vazam a longa espera Que encerra, limita a juventude boçal Pequenas crianças ensaiam táticas de guerra Nessa brincadeira que vinga como se fosse normal
Esperas que sinta-se envolto em certezas Daquelas que provam tua genialidade Por que aceitar que idade não é ciência? O conto de fadas se tornaria verdade!
Quando não houver perdão Quando o vazio tornar-se real Vou me esquecer de você Como se fosse normal...
Com muita destreza, trabalha trapaças certeiras Nessa traiçoeira armadilha do caos racional Lapida a verdade, entalha os deslizes Faz arte com o erro como se fosse normal
Minhas mãos, já cansadas, não esquecem O que a tua prepotência causou Se, hoje, não finjo complacência Ao menos sei bem quem eu sou
Se um dia pesares a consciência Talvez não seja tarde, terias o teu perdão, afinal O conto de fadas se tornaria verdade Como se fosse normal!
Escrito por Luiz O. às 19h06
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"Ouvi rumores sobre certos leitores sedentos por atualizações..."
Não vou destilar palavras ensaiadas dessa vez. Pretendo apenas levar as palavras pela mão num passeio sem rumo ou nexo tentando, talvez, perscrever alguns raciocínios. Para citar Drummond, "O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera. O tempo pobre, o poeta pobre, fundem-se no mesmo impasse. (...) Quarenta anos e nenhum problema resolvido, sequer colocado.", talvez trocando os números, me faria entender.
De tantos dias que se foram em vão, só resta a rotina do entorpecer (como sempre...o entorpecer, os dias chuvosos, os personagens solitários, o vazio e o enfermo...) por seguir tentando limitar o real, o abstrato, o castigo, o ódio, o amor, a paixão...limitar os meus extremos. Por tanto viver no limiar da confusão, talvez seja mais cômodo tentar viver alheio, tentar seguir meus passos por onde eles forem... Por tanto viver longe do caminho a percorrer, minha alma deformada e insustentada me leva a desvarios imensuráveis e a perdões intermináveis.
Não tento me fazer entender ou ser entendido. A inversão constante dos valores, as agressões psicofísicas (se me permites), não soam como gatilho, mas como a navalha sem fio do suicida. A gaiola com barras muito afastadas, das quais não posso fugir por consciência da consequência. É como assistir a vida implorando para ser vivida numa vitrine, se oferecendo com sua beleza, sua plenitude...seu preço além do irreal.
Tantas palavras escapam pelos dedos nas teclas que configuram verbetes numa tela branca, letras pretas. Mesmo que sejam as palavras mais sinceras e toscas ou até palavras que insisto em rebuscar para que vejam alguém genial por trás da obscuridade dos sentimentos... Abusando até da boa vontade de quem ousar perder preciosos segundos de vida vivida com essa leitura, me repetirei, pois o eterno retorno me cansa os vernáculos.
Este ano o outono passou rápido demais E, rápido demais, o que era certeza se tornou o fardo que será carregado por tempo demais Até que algo me leve a memória, estes fatos, este outono, me acompanhará como a esfera plúmbica que me acorrenta ao cárcere
Outra noite já vai passar Em instantes outro sol irá se pôr em outro horizonte Seremos outras pessoas, com outras esperanças, em outro outono que vai acabar rápido demais Permanecerá algo que será chamado de aprendizado, uma certeza de vitória e as mágoas eternas como cristal trincado
Um dia poderei ter a calma de dizer que já posso não ligar, não dar atenção Nesse dia perceberás que o outono passou rápido demais e o que podia ser feito já não vale nada Será tarde demais para destilar o amor quando nem a memória restar
Quando esse outono chegar, não haverá espaço para arrependimento, pois acabará mais rápido que o seu perdão Você entenderá que viver é mais que o desejo de reconstruir seu passado Nesse outono, a madrugada trouxe as palavras que a ritmo dos dias me fez esquecer...e passou rápido demais.
"O copo vazio, o hálito hostil Outro cristal se partiu Você não entende, nunca verá Que a tua certeza ficará
Depois que você for Pra onde não há perdão Depois que você for Os teus erros ficarão aqui
E, por onde eu for Vou trazer comigo a cicatriz Do teu sorriso infeliz"
Já não somos mais tão jovens como antes sonhei...
Escrito por Luiz O. às 21h48
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Se perguntarem por mim, Diga que não estou... Fecha o tempo lá fora E deita aqui comigo...
Nossos medos já não são os mesmos De uns meses atrás, de uns dias a mais Nossa dor já não nos prende a esmo Como fez quando a consciência impôs
Deixa a noite chegar, deixa esfriar Que a falta do teu cheiro me sufoca Deixa teu coração falar Que teu silêncio me mata
Espera as palavras voarem Que és ainda minha chuva na janela Elas vencerão a tempestade Pois vêm com pressa
És ainda a chuva que molha meu quintal Que traz solidão e segurança, aconchego no paradoxo Apaga a luz, fecha o tempo lá fora e deita comigo Se perguntarem por mim, hoje eu não estou...
Escrito por Luiz O. às 16h55
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O mundo é nosso quintal
Sinto como se chovesse lá fora... Os pingos me turvam sua visão A solidão, fruto do pranto do céu Calando a vida por trás da janela
É como se você, só você, entedesse Sem nunca aceitar quem sou Só convive com meus defeitos Sobrevive ao meu rancor
Como posso arriscar versos Se me sugas da vida? Como procurar palavras exatas Se, com você, elas se confundem?
Ao ruído da chuva na janela Tento caçar rimas e sentidos Sofro pra atingir-lhes a alma Com fúteis desculpas e pedidos
Perdido, vago na escuridão Da plena falta do que dizer Lembro teu rosto e me calo Como se chovesse lá fora...
É por ti que, em ti, disparo Disfarço e desfaço meus versos, amor É em ti que, por ti, escarro O descaso de meus dias, minha dor
És meu outono, meu Estado Meu presente, meu futuro, meu passado És meu cavalo, meu castelo, minha escrava Meu reino, minha força, minha espada
Nessa tormenta de sentidos Não ouço, não vejo, não sinto, mas sofro Não falo, nem calo, não vivo, só morro Não quero, não espero, não choro, mas sonho
Vem! Leva de mim a calma, a alma Me salva, me cala Me beija, me aquece E esquece! Esquece a chuva lá fora...
Não preciso das nossas palavras Basta o silêncio do vazio atrás da janela Seja minha, só minha, e deixa... Que chovam nossas últimas gotas...lá fora...
Escrito por Luiz O. às 16h36
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Reflexões perdidas e livremente proferidas sobre uma chama eterna
Contemple a grandeza de sua criação: Megalomania onisciente humana!
Acendam velas, batam palmas. Acendam índios, batam em negros. Acendam mendigos, batam em homossexuais. Acendam igrejas, templos e seitas, batam o punho na mesa. Acendam flores, batam com a face no muro! Acendam velas e batam palmas. Comemorem a putrefação dos valores.
Uma vela acesa no luto cínico de quem busca um mundo no qual não sobreviveria. Quem vaga não é sobrevivente de uma situação em que se coloca. Sobrevivente é quem topa de frente com as sobras dadas por um cínico justo, mas sabe que não pode se conformar.
Fato é que a falha é de quem fala. E só fala...
Assopre a vela sem apagar sua hipocrisia, faça um pedido! Hipócrita podre pede paz... Guarde suas promessas para alguém que não ficaria enojado, não tenho tempo pra isso. Ser humano racional, que orgulho!
Acenda uma vela e queime sua constituição constituída do que consta no seu discurso para reeleição. Não finja não ser alienado no seu governo desgovernado. Não sou adestrado, estou longe de ser tão influenciável. Livre arbítrio é pra quem realmente pensa.
Me oponho a maré e também à oposição corrompida. Fico junto de quem estiver disposto a discutir e agir. Afinal, dizer que "não é disso que somos feitos" é facil! Difícil é aplicar à sua realidade fútil.
Abrir os olhos para o que não se quer enxergar também pode ser difícil, mas a dor pede o que a dor mede e adormece a mente de quem mente sua felicidade pra ter uma feliz idade mental.
Não temer a dor é saber enfrentá-la de frente, e não cair, ignorando as mãos que te oferecem apoio.
As velas não mais queimarão em luto se os menores atos forem tão pequenos quanto as intenções. Acendemos a chama que nos mantém aquecidos seguindo nossa ideologia. Ideologia não é fase nem questionamento adolescente.
Ignorante não é o mendigo que fala errado e pede dinheiro pra comer. É aquele que fecha o vidro ou aperta o passo se negando a aceitar Sua realidade mórbida.
Nos menores atos com grandes intenções vemos quem realmente é digno de aplausos. E não é aquele que finge ser quem queria ser e sim aquele que de fato é.
Anonimato é covardia, mas não quero confetes. Carnaval é hipocrisia, porém, incógnitos ambulantes não mudarão o mundo...
Pense, e dê um rumo à sua vida medíocre. Acendo minha vela: nem luto, nem desejos estúpidos. Viajo do mundo que quero esquecer e faço um projeto, tal qual um arquiteto que idealiza o lugar que quer viver.
Longe de alienação, apenas uma intenção e um objetivo.
Insano é quem se engana, achando-se são, embriagado pelo que é condicionado a se conformar.
Escrito por Luiz O. às 18h59
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Poesia é arte morta Morte é tara, a vida é torta A rima é rara, a rima é sorte
Será que eu falei o que eu não teria dito? Será que eu já não sou o que deveria ter sido?
Enquanto seus valores flutuam no vácuo Esqueço tuas dores no escuro do quarto Desfaço teus abraços em palavras fracas Despejo tuas mágoas em fuligem fresca
A estrutura que não me deste A falsa candura que não me desce A eterna fartura que não me cesse A falsa saudade que não me esquece
Eu sempre fui mais, muito mais que você Eu sempre fiz mais, muito mais que saber Eu sempre vi mais, muito mais que você Eu sempre quis mais, muito mais que poder
O que há na perfeição senão a ausência dela própria?
Escrito por Luiz O. às 15h21
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O que há na perfeição senão a ausência dela própria? Nas mais belas profecias que seduzem teu olhar Crianças livres a girar no gramado do quintal Escondem segredos que jamais ousarei tocar
Queda livre pelo espaço, sem rumo, sem direção Vento e nuvem passeiam alheios ao mundo hostil Um abraço tão vago, solitário, amargo, frio Nossa inocência não vê que só nos resta o chão
O sangue que corre nas veias não tolera Apenas rasga o peito quando abandona o amor Pesa a mente quando acende severos sentimentos Leva a paz e cultiva a insanidade e o torpor
Se a única incerteza da vida é a morte Devo fechar os olhos, tentar ser forte Pois sei que, até então, nada será eterno...Afinal O que há na perfeição senão a ausência dela própria?
Escrito por Luiz O. às 18h20
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Sob a densa neblina da capital paulista Uma mancha de retrospectos se instala Sobe a densa colina da central capitalista Sua manta de regressos, por si, fala
Esconde tanta dor em um sorriso discreto Mimetiza a insanidade em águas mornas Esconde o santo amor em um beijo sincero Maximiza a sordidez em línguas mortas
Pactum sceleris per se, a luxúria precipita Como chuva que molha o rosto, esparsa E um poeta que na janela apenas recita Versos de dor e doença, sua íntima farsa
Em silêncio, rasteja ao leito gelado Esconde o sorriso, sua máscara justa Revela a lágrima no escuro que assusta E adormece sereno, novamente calado
Escrito por Luiz O. às 22h20
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Apenas..."desconhecidos"(...)
Os olhos inchados e a voz fraca denunciam: hoje é só mais um dia como todos os outros...E você nem sabe...
Todo dia acordo querendo dormir, levanto querendo deitar, saio de casa querendo voltar, volto querendo me perder no caminho, choro querendo sorrir e durmo querendo não acordar mais.
Cada rua que atravesso sem olhar pros lados, torcendo pra tropeçar e ficar ali deitado, cada movimento da caneta traduzindo lágrimas ao papel, cada grito sufocado no travesseiro úmido, implorando por paz e equilíbrio é apenas rotina.
Os direitos legítimos pela metade, que me afastam do meu passado e destróem o valor dos sentimentos criados na ingenuidade da infância, a falta de confiança e proteção, o vazio literal tão "familiar".
Risível coincidência, a palavra "familiar" remete a coisas bem conhecidas, me justificando ao dizer que a família de fato não mora debaixo do mesmo teto que eu.
Não diga que me entende. Teu filho não é a criança que você conheceu. Não diga que me entende. Você não sabe nem da metade. Não implore por perdão.
Hoje é só mais um dia como todos os outros...E você nem sabe...
Escrito por Luiz O. às 17h04
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Uma luz se acende para em seguida se apagar Uma estrela estende sua mística mão para os afortunados que podem lhe alcançar Mas ninguém bateu à porta das luzes que se acenderam Ninguém atendeu ao chamado da estrela ignorada
Acabo de assistir sua morte Em menos de um instante se fez desaparecer Tantos que lhe admiraram desde seu nascimento (E agora?) Restam seus órfãos de abraços não retribuídos
Ah! Se o valor de cada um nessa vida fosse visto com esses olhos...
As luzes se acendem a cada movimento na calçada Como na espera de quem nunca chegará Como uma despedida que antecede um suicídio Deixo cada palavra marcada no papel Identidade do tempo que passa
Chama de brilho eterno, se fez enternecer Morte de um brilho raro, se fez esmorecer Lágrima de um pranto casto, se fez encantar Brilho de estrela que reina, se fez renascer
E são lágrimas agarradas à pupila Que já desaprenderam a rolar pelas curvas do rosto Que já me impedem de me livrar do que me sufoca Que já levam minha paz tão longe...
Escrito por Luiz O. às 20h24
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"Uma flor nasceu na rua! Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego. Uma flor ainda desbotada ilude a polícia, rompe o asfalto. Façam completo silêncio, paralisem os negócios, garanto que uma flor nasceu.
Sua cor não se percebe. Suas pétalas não se abrem. Seu nome não está nos livros. É feia. Mas é realmente uma flor. Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde E lentamente passo a mão nessa forma insegura. Do lado das montanhas, nuvens macias avolumam-se. Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico. É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio."
É um homem são, na medida que a realidade permite Mas escorre por sua face: suor, lágrimas e saudade
Por puro tédio, escreve cada sufoco que o peito, arisco, tranca na garganta Já se esqueceu de como é chorar, mesmo que as lágrimas lhe fujam dos olhos
Seu coração é estrela que brilha, pois está sempre em chamas Seu coração é pedra preciosa mal lapidada: cortada grosseiramente ao meio, por ódio... E por isso expõe seu valor com tamanha clareza que ofusca o olhar
Seu ourives, incumbido de fazer-lhe brilhar sem reconhecer fronteiras Tornou-se carrasco na mais perfeita das traições: perfeição de sua profissão
Mas diamantes brutos são belos, mesmo que encravados na rocha do tempo Cobiça maldita e recorrente, levam de ti suas lascas para brilhar no horizonte Fora do alcançe, no ponto infinito do sonho fadado a morrer
(Sim, a série nostálgica continua...)
Escrito por Luiz O. às 21h59
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"Oh CAPTAIN! my Captain! our fearful trip is done; The ship has weather’d every rack, the prize we sought is won; The port is near, the bells I hear, the people all exulting, While follow eyes the steady keel, the vessel grim and daring: But O heart! heart! heart! O the bleeding drops of red, Where on the deck my Captain lies, Fallen cold and dead." (Walt Whitman)
Todo tempo é regresso é regressivo é remorso descabido Todo tempo é o tempo que falta é o que falta entre o barco e o cais é menos a cada mais Todo tempo é estrangeiro é imigrante é da esperança o escoteiro Todo tempo é o tempo todo é um constante inegável é embalagem retornável
Todo tempo marca o que se vai e não volta nunca mais...
Todo tempo é nostálgico Todo tempo é saudade Todo tempo é eternidade Todo tempo...é liberdade...
(Estou me permitindo cultivar a nostalgia de um tempo em que éramos felizes sem saber...)
Escrito por Luiz O. às 03h48
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Escravos do Sol flertam com a Lua
O apito atordoante do guarda noturno Traz a paz com seu passo soturno Bebês com seu choro rançoso E no pão, a manteiga chorosa A sinfonia das ruas paradas Engarrafamentos em mesas de bar
Pisar a lama com os pés calçados Beijar a boca das nossas lástimas Em meio a montanhas burocráticas
Será que nos esquecemos de como chorar Ao abraçar causas alheias aos nossos brados Procurando alguém pra nos consolar?
Esqueca da traição de nossas certezas Dos dias uteis tão inuteis, marcados pela ausência Não estou sozinho, ainda cremos no pra sempre Essas palavras simples vão harmonizar nossa essência
Veio de repente e de repente já passou Como um sorriso sendo invadido pela dor Por que soltar sua mão? O sol já vai se pôr! como posso decidir perder o rumo de quem sou?
O tempo de uma vida que já sei que não vivi Como a noite enfrenta o mar, enxergo a luz na escuridão Trouxe a certeza de errar por ilusão Mas antes da alvorada a poesia chega ao fim
Será que nos esquecemos de como chorar Ao abraçar causas alheias aos nossos brados Procurando alguém pra nos consolar?
Escrito por Luiz O. às 18h10
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