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     Procurando a Poesia


     
     
    Um homem morre quando deixa de respirar, mas deixa de viver quando se esquece de sonhar...


    Depois do terremoto, o tsunami e, por fim, a paz...

    Não quero teus olhos
    Pois, de ti, já não dizem nada
    Não quero teu sorriso
    Pois minha poesia já é bem acabada

    Não quero teu toque
    Pois, ensandecido pela vida, confio apenas em mim
    Não quero teu zelo
    Pois o calor dos dias já me fez assim

    Não quero nada, pois, de ti, sou sempre
    A luz que lhe retrata quando me vejo ausente
    Não quero confessar meus erros
    Quando os dias enrijecem seu silêncio

    Não quero tua voz
    Pois já não há o que dizer
    Não quero tua atenção
    Pois já sabes o que sinto por você

    Não quero teu nojo
    Pois quem sou só a mim interessa
    Não quero teu amor
    Pois não há passividade na pressa

    Quero que deixes de ser, que deixes de ver
    Quero que deixes de sentir, que deixes de rir
    Quero que deixes de amar, mas que sofras ao me ver partir

    Não quero tudo que quiseres
    E, acima de tudo, quero o que não queres
    Pra que assim seja completo

    E que toda noite revele
    Um novo dia que revelará
    Uma nova vida que relevará
    O quanto de mim há em você

    E que o quanto somos um
    Nos diga tanto quanto o silêncio faz pensar
    Que "nada" seja, a partir de agora,
    A força que nos une e, quando voltares, diga
    Que "apesar de tudo, amo você"

    Pois, "apesar de tudo", há muito o que pesar e há muito o que lamentar
    Mas, na calada da noite, num disparo
    Nos abraçaremos num cântico raro
    E, na unidade da irrelevância, num curioso despertar
    Apesar de tudo, vou sempre te amar...



    Escrito por Luiz O. às 00h27
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