| |
Depois do terremoto, o tsunami e, por fim, a paz...
Não quero teus olhos Pois, de ti, já não dizem nada Não quero teu sorriso Pois minha poesia já é bem acabada
Não quero teu toque Pois, ensandecido pela vida, confio apenas em mim Não quero teu zelo Pois o calor dos dias já me fez assim
Não quero nada, pois, de ti, sou sempre A luz que lhe retrata quando me vejo ausente Não quero confessar meus erros Quando os dias enrijecem seu silêncio
Não quero tua voz Pois já não há o que dizer Não quero tua atenção Pois já sabes o que sinto por você
Não quero teu nojo Pois quem sou só a mim interessa Não quero teu amor Pois não há passividade na pressa
Quero que deixes de ser, que deixes de ver Quero que deixes de sentir, que deixes de rir Quero que deixes de amar, mas que sofras ao me ver partir
Não quero tudo que quiseres E, acima de tudo, quero o que não queres Pra que assim seja completo
E que toda noite revele Um novo dia que revelará Uma nova vida que relevará O quanto de mim há em você
E que o quanto somos um Nos diga tanto quanto o silêncio faz pensar Que "nada" seja, a partir de agora, A força que nos une e, quando voltares, diga Que "apesar de tudo, amo você"
Pois, "apesar de tudo", há muito o que pesar e há muito o que lamentar Mas, na calada da noite, num disparo Nos abraçaremos num cântico raro E, na unidade da irrelevância, num curioso despertar Apesar de tudo, vou sempre te amar...
Escrito por Luiz O. às 00h27
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
|