Poesia é arte morta Morte é tara, a vida é torta A rima é rara, a rima é sorte
Será que eu falei o que eu não teria dito? Será que eu já não sou o que deveria ter sido?
Enquanto seus valores flutuam no vácuo Esqueço tuas dores no escuro do quarto Desfaço teus abraços em palavras fracas Despejo tuas mágoas em fuligem fresca
A estrutura que não me deste A falsa candura que não me desce A eterna fartura que não me cesse A falsa saudade que não me esquece
Eu sempre fui mais, muito mais que você Eu sempre fiz mais, muito mais que saber Eu sempre vi mais, muito mais que você Eu sempre quis mais, muito mais que poder
O que há na perfeição senão a ausência dela própria?
Escrito por Luiz O. às 15h21
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