O que há na perfeição senão a ausência dela própria? Nas mais belas profecias que seduzem teu olhar Crianças livres a girar no gramado do quintal Escondem segredos que jamais ousarei tocar
Queda livre pelo espaço, sem rumo, sem direção Vento e nuvem passeiam alheios ao mundo hostil Um abraço tão vago, solitário, amargo, frio Nossa inocência não vê que só nos resta o chão
O sangue que corre nas veias não tolera Apenas rasga o peito quando abandona o amor Pesa a mente quando acende severos sentimentos Leva a paz e cultiva a insanidade e o torpor
Se a única incerteza da vida é a morte Devo fechar os olhos, tentar ser forte Pois sei que, até então, nada será eterno...Afinal O que há na perfeição senão a ausência dela própria?
Escrito por Luiz O. às 18h20
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