Sob a densa neblina da capital paulista Uma mancha de retrospectos se instala Sobe a densa colina da central capitalista Sua manta de regressos, por si, fala
Esconde tanta dor em um sorriso discreto Mimetiza a insanidade em águas mornas Esconde o santo amor em um beijo sincero Maximiza a sordidez em línguas mortas
Pactum sceleris per se, a luxúria precipita Como chuva que molha o rosto, esparsa E um poeta que na janela apenas recita Versos de dor e doença, sua íntima farsa
Em silêncio, rasteja ao leito gelado Esconde o sorriso, sua máscara justa Revela a lágrima no escuro que assusta E adormece sereno, novamente calado
Escrito por Luiz O. às 22h20
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