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    Um homem morre quando deixa de respirar, mas deixa de viver quando se esquece de sonhar...


    Uma luz se acende para em seguida se apagar
    Uma estrela estende sua mística mão para os afortunados que podem lhe alcançar
    Mas ninguém bateu à porta das luzes que se acenderam
    Ninguém atendeu ao chamado da estrela ignorada

    Acabo de assistir sua morte
    Em menos de um instante se fez desaparecer
    Tantos que lhe admiraram desde seu nascimento (E agora?)
    Restam seus órfãos de abraços não retribuídos

    Ah! Se o valor de cada um nessa vida fosse visto com esses olhos...

    As luzes se acendem a cada movimento na calçada
    Como na espera de quem nunca chegará
    Como uma despedida que antecede um suicídio
    Deixo cada palavra marcada no papel
    Identidade do tempo que passa

    Chama de brilho eterno, se fez enternecer
    Morte de um brilho raro, se fez esmorecer
    Lágrima de um pranto casto, se fez encantar
    Brilho de estrela que reina, se fez renascer

    E são lágrimas agarradas à pupila
    Que já desaprenderam a rolar pelas curvas do rosto
    Que já me impedem de me livrar do que me sufoca
    Que já levam minha paz tão longe...

    Escrito por Luiz O. às 20h24
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    "Uma flor nasceu na rua!
    Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
    Uma flor ainda desbotada ilude a polícia, rompe o asfalto.
    Façam completo silêncio, paralisem os negócios, garanto que uma flor nasceu.

    Sua cor não se percebe.
    Suas pétalas não se abrem.
    Seu nome não está nos livros.
    É feia. Mas é realmente uma flor.

    Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde
    E lentamente passo a mão nessa forma insegura.
    Do lado das montanhas, nuvens macias avolumam-se.
    Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico.
    É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio."


    É um homem são, na medida que a realidade permite
    Mas escorre por sua face: suor, lágrimas e saudade

    Por puro tédio, escreve cada sufoco que o peito, arisco, tranca na garganta
    Já se esqueceu de como é chorar, mesmo que as lágrimas lhe fujam dos olhos

    Seu coração é estrela que brilha, pois está sempre em chamas
    Seu coração é pedra preciosa mal lapidada: cortada grosseiramente ao meio, por ódio...
    E por isso expõe seu valor com tamanha clareza que ofusca o olhar

    Seu ourives, incumbido de fazer-lhe brilhar sem reconhecer fronteiras
    Tornou-se carrasco na mais perfeita das traições: perfeição de sua profissão

    Mas diamantes brutos são belos, mesmo que encravados na rocha do tempo
    Cobiça maldita e recorrente, levam de ti suas lascas para brilhar no horizonte
    Fora do alcançe, no ponto infinito do sonho fadado a morrer

    (Sim, a série nostálgica continua...)

    Escrito por Luiz O. às 21h59
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