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    Um homem morre quando deixa de respirar, mas deixa de viver quando se esquece de sonhar...


    Escravos do Sol flertam com a Lua

    O apito atordoante do guarda noturno
    Traz a paz com seu passo soturno
    Bebês com seu choro rançoso
    E no pão, a manteiga chorosa
    A sinfonia das ruas paradas
    Engarrafamentos em mesas de bar

    Pisar a lama com os pés calçados
    Beijar a boca das nossas lástimas
    Em meio a montanhas burocráticas

    Será que nos esquecemos de como chorar
    Ao abraçar causas alheias aos nossos brados
    Procurando alguém pra nos consolar?

    Esqueca da traição de nossas certezas
    Dos dias uteis tão inuteis, marcados pela ausência
    Não estou sozinho, ainda cremos no pra sempre
    Essas palavras simples vão harmonizar nossa essência

    Veio de repente e de repente já passou
    Como um sorriso sendo invadido pela dor
    Por que soltar sua mão? O sol já vai se pôr!
    como posso decidir perder o rumo de quem sou?

    O tempo de uma vida que já sei que não vivi
    Como a noite enfrenta o mar, enxergo a luz na escuridão
    Trouxe a certeza de errar por ilusão
    Mas antes da alvorada a poesia chega ao fim

    Será que nos esquecemos de como chorar
    Ao abraçar causas alheias aos nossos brados
    Procurando alguém pra nos consolar?

    Escrito por Luiz O. às 18h10
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