Flores suicidas pelo amor que têm ao sol Padecem lentamente enquanto o povo sai às ruas Lançando fitas, cantando a vida, tão seguras Pelo vento caem e são levadas pelas chuvas
Tanto jejum e silêncio engasgado Tanto a dizer e quase sempre calado Nós dois somos um no infinito ao lado E, mesmo assim, está tudo tão separado
Sempre queremos só a melhor parte Mulheres em Vênus, homens de Marte Fenecendo as cores da estação passada Regando a terra seca após a geada
Poetas sem destino rasgam versos Na noite que se vai sem avisos Sinais do tempo que já escapou
Na melancolia mãe tão imersos Os sentimentos e dizeres imprecisos Tanto, sempre tanto, e já esquecido