Histórico


    Outros sites
     Meu Orkut
     Fotolog - /pl_luiz
     Varal de Idéias
     Fechecler
     Haja Saco
     Intelecta City
     Drunk Memories
     Procurando a Poesia


     
     
    Um homem morre quando deixa de respirar, mas deixa de viver quando se esquece de sonhar...


    Às margens do Ipiranga

    Não há mais alma, não há mais vida...
    Não há o que fazer, nossa juventude está perdida!
    O meu amor clama, iluminado ao sol do novo mundo

    A desordem se manifesta entre carcerários dos muros
    A violência cega destrói nossos futuros atrás de grades
    E o caos vinga, deitado eternamente em berço esplêndido

    Verás que um filho teu não foge à luta
    Nem escapa do medo e do frio hostil
    Que impregna a alma dos que figuram essa piada vil

    Estendem as mãos os que não temem àqueles que adoram a própria morte
    Implorando por restos de pão, um lugar pra dormir no chão
    Um cobertor sujo e a promessa de progresso na contra-mão

    E o sol da liberdade, em raios fúlgidos
    Soterra outras vidas que já são só estatística
    Esperanças e crenças em uma presença mística

    Se o penhor dessa desigualdade
    Conseguimos conquistar com ignorância
    E a violência insana levou há tempos nossa paz

    De amor e de esperança a terra desce
    Forjada com o sangue do inocente
    Sob a malha fina do acúmulo de capital incoerente

    Nossos bosques têm mais vida, mais estupros
    Nossa vida em teu seio, mais horrores
    Brasil, do torpor eterno, seja símbolo

    Se o penhor dessa desigualdade
    Conseguimos conquistar com ignorância
    E a violência insana levou há tempos nossa paz

    Ó pátria amada, idolatrada...Salve!
    Salve as vidas e sonhos indistintos de paz existencial
    Sou apenas um poeta e faço com palavras o protesto final

    Dos filhos deste solo és mãe hostil, pátria armada, Brasil!

    Escrito por Luiz O. às 22h02
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]




    [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]