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Procurando a Poesia
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Às margens do Ipiranga
Não há mais alma, não há mais vida... Não há o que fazer, nossa juventude está perdida! O meu amor clama, iluminado ao sol do novo mundo
A desordem se manifesta entre carcerários dos muros A violência cega destrói nossos futuros atrás de grades E o caos vinga, deitado eternamente em berço esplêndido
Verás que um filho teu não foge à luta Nem escapa do medo e do frio hostil Que impregna a alma dos que figuram essa piada vil
Estendem as mãos os que não temem àqueles que adoram a própria morte Implorando por restos de pão, um lugar pra dormir no chão Um cobertor sujo e a promessa de progresso na contra-mão
E o sol da liberdade, em raios fúlgidos Soterra outras vidas que já são só estatística Esperanças e crenças em uma presença mística
Se o penhor dessa desigualdade Conseguimos conquistar com ignorância E a violência insana levou há tempos nossa paz
De amor e de esperança a terra desce Forjada com o sangue do inocente Sob a malha fina do acúmulo de capital incoerente
Nossos bosques têm mais vida, mais estupros Nossa vida em teu seio, mais horrores Brasil, do torpor eterno, seja símbolo
Se o penhor dessa desigualdade Conseguimos conquistar com ignorância E a violência insana levou há tempos nossa paz
Ó pátria amada, idolatrada...Salve! Salve as vidas e sonhos indistintos de paz existencial Sou apenas um poeta e faço com palavras o protesto final
Dos filhos deste solo és mãe hostil, pátria armada, Brasil!
Escrito por Luiz O. às 22h02
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